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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Fonte de Vida

Abriram-se-me as portas do tempo...
Em meu rosto
Batendo de leve o vento
Dei-te a mão - sigo viagem
Por essas terras longínquas
Percorrendo teu corpo
Descubro teus labirintos
Mas estou de passagem
Sou filha do mar
Parente dos rios
Nascente corrente
Que de fonte em fonte
Mata a sede a muita gente
Fui orvalho
Gota de água divina
E em teu corpo agreste
Pérola de cristal
Vida cristalina
Fui geada perdida
Gelo na estrada
Farrapo de neve
Brancura imaculada
Serei pedra de granizo
Se para te conquistar for preciso
De rosto colado
Na vidraça
Olho o céu
Polvilhado de algodão
Que mais parece fumaça
Sou eu...
Mãe natureza
Sou eu...
Uma nuvem que passa.
26.10.2003

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