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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O Mendigo



(foto gentilmente cedida pelo meu amigo Monteiro)



Era um dia cinzento
Chuvoso, negro por dentro
Senti-me alheio
Vazio...
Rotineiro...
E naquela velha esquina
Triste...sentido
Estavas tu
Mal vestido
Abandonado
De rosto cansado
Cruzei-me contigo...
Estendes-te-me a mão
Á espera...
Que uma moeda caísse
Para mais um naco de pão
E eu impávido e sereno
Procurando
algum troco
Hesitei um pouco...
Serás tu mendigo?!
Talvez não
Um sem-abrigo!?
Só tu saberás.
Pois então!!
No entanto, senti-te...
Gente...
Com alma
Com coração
Olhei-te nos olhos
E tu...Que nada perdias
Estendes-te-me a mão
Á espera...
Da solidariedade
E em tão simples gesto
Alguma caridade
E eu, que me sentia
Amarafado
Maldizia da minha vida
Senti-me triste
Pobre de mim
Senti-me frustrado
E tu, ali continuavas
Sentado
Definhado
Em teu simples sofá de cartão
Que nem Rei destronado
Á espera...
De quem te mate a fome
Ou te roube...
Á má sorte
De viver em solidão.
20.12.04

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