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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A luz...no teu nascer.

( Fotografia de Helder Bernardo )

Mergulho na luz do teu abraço
Deixo-me embalar no teu nascer
Águas mansas do desassossego
Em sonhos libertos, que a noite acolhe
Ah, quem dera saber o teu segredo
Feito de ricas vestes escondidas
Nessa tua mui Alma nobre

sábado, 8 de junho de 2013

Esperei por ti...




Esperei por ti
Sentado na enseada
E tu…sempre vieste
À ilha dourada
Timidamente, no teu sorrir
Trocámos uns quês e uns olás
Bailando entre a paliçada
Deste-me as coordenadas
Para eu te seguir
Mas acabei por te perder
Ao cair da orvalhada

Rosa Fingida





Fingi ser uma  rosa
Para que olhassem para mim
Não passo de flor silvestre
Que dizem por aí…não ter tanto valor
Mas tu….reparas-te
Eu deslumbrei-te,
Mas ..deixa-me aqui ficar,
Não me leves para o teu jardim.

sábado, 27 de abril de 2013

Memórias da minha infância


 (  Fotografia cedida pelo fotografo ASS )



Naquelas paredes brancas
Guardo a meninice
Os sonhos acalentados
Debruados de azul cobalto
Que fui perdendo ao longo dos tempos
Sem que eu sentisse…
Hoje... observo e reparo
Eu…Já adulto
Recordo com ternura
Aqueles fins de tarde
Brincando na rua
Naquelas paredes brancas
Quase já…ninguém lá mora
Uns cresceram…outros morreram
Outros…foram embora…
Naquelas paredes brancas
O tempo em mim parou
Já não voa.

domingo, 7 de abril de 2013

Essência do Eu

Porque o ser EU…
Tem um Quê de especial
Que se emaranha
Se amofina e desalinha
Enquanto se descobre
E o mundo o acolhe
Ser um EU..é ser único
E por muitos EUS que se encontrem
Cruzam e descruzam caminhos

 Mas jamais algum será igual


terça-feira, 2 de abril de 2013

Essência de SER...RIA



Sou água
Sou o gargalhar
Nas margens dos meu leito
Sou paixão enclausurada
Liberta nas asas que rasgam
Os céus a preceito

O piar do Pilrito
Enquanto vagueia
No seu passo elegante
Ás vezes fora de compasso
Por vezes não muito bonito
Por vezes estonteante

Sou brisa suave
Cheia de enredos
Que navega feito ondas
Vindas do lado do mar

Sou fruto da natureza
Simples e bela
Que por vezes se transforma
Se revolta ...se revela

Por vezes sou quase tudo
Outras quase nada
Sou tristeza ...sou alegria
Sou Marinha
Sou Ria
Sou apenas mancha de água

Sou pedra de sal
Ácida ...amarga
Que quando bem tratada ...flor de sal
Única...delicada

Quem eu sou
De quem fui...ou serei
Para onde irei
Quase já nem sei
Por vezes sei...que nada sei

Amo o sol...a lua
Amo  a terra...a cidade
Mas o Mar...é ...e será sempre o meu Rei!