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sábado, 8 de junho de 2013

Esperei por ti...




Esperei por ti
Sentado na enseada
E tu…sempre vieste
À ilha dourada
Timidamente, no teu sorrir
Trocámos uns quês e uns olás
Bailando entre a paliçada
Deste-me as coordenadas
Para eu te seguir
Mas acabei por te perder
Ao cair da orvalhada

Rosa Fingida





Fingi ser uma  rosa
Para que olhassem para mim
Não passo de flor silvestre
Que dizem por aí…não ter tanto valor
Mas tu….reparas-te
Eu deslumbrei-te,
Mas ..deixa-me aqui ficar,
Não me leves para o teu jardim.

sábado, 27 de abril de 2013

Memórias da minha infância


 (  Fotografia cedida pelo fotografo ASS )



Naquelas paredes brancas
Guardo a meninice
Os sonhos acalentados
Debruados de azul cobalto
Que fui perdendo ao longo dos tempos
Sem que eu sentisse…
Hoje... observo e reparo
Eu…Já adulto
Recordo com ternura
Aqueles fins de tarde
Brincando na rua
Naquelas paredes brancas
Quase já…ninguém lá mora
Uns cresceram…outros morreram
Outros…foram embora…
Naquelas paredes brancas
O tempo em mim parou
Já não voa.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Essência de SER...RIA



Sou água
Sou o gargalhar
Nas margens dos meu leito
Sou paixão enclausurada
Liberta nas asas que rasgam
Os céus a preceito

O piar do Pilrito
Enquanto vagueia
No seu passo elegante
Ás vezes fora de compasso
Por vezes não muito bonito
Por vezes estonteante

Sou brisa suave
Cheia de enredos
Que navega feito ondas
Vindas do lado do mar

Sou fruto da natureza
Simples e bela
Que por vezes se transforma
Se revolta ...se revela

Por vezes sou quase tudo
Outras quase nada
Sou tristeza ...sou alegria
Sou Marinha
Sou Ria
Sou apenas mancha de água

Sou pedra de sal
Ácida ...amarga
Que quando bem tratada ...flor de sal
Única...delicada

Quem eu sou
De quem fui...ou serei
Para onde irei
Quase já nem sei
Por vezes sei...que nada sei

Amo o sol...a lua
Amo  a terra...a cidade
Mas o Mar...é ...e será sempre o meu Rei!

quarta-feira, 6 de março de 2013

MAR DA MINHA REVOLTA



( Fotografia cedida pela Fotógrafa Maria Pinto )
 
 
Senti a revolta em meu corpo
Combati - a por entre os medos
Não consegui evitá-la
E veio ela, violenta… de pedra e cal
Envolta em torpedos
Desfez-se por entre fendas e penedos
Em espuma imaculada
Feita puro cristal
Salinizado que nem flor de sal
Estrondoso... na onda
Que jamais terá volta

sábado, 2 de março de 2013

PLANANDO


( Fotografia cedida pela Fotógrafa Maria Pinto )
 
 
Do alto do meu olhar
Privilegio a minha rota
Deixo-me a planar
Enquanto vos observo
Perdidos e soltos
Sem saber que rumo tomar
E eu….Cá em cima
Planando…
Pensando e sentindo
Gozando o meu voar
Sou livre…
Sigo suave e tranquila
E a minha vai indo…
Sem nunca me atrapalhar

MINHA...PEQUENA FLOR AMARELA

 
( Fotografia cedida pelo Fotógrafo César Oliveira )
 
 
Caminhei pelos campos
Em solidão ...
Liberta na dança dos ventos...
De mente vazia…
Despida de sentimentos
Não sabendo que caminho tomava
Mas sabendo o que queria
Procurei-te…enquanto era dia
Descobri-te por entre o verde
E tu…com simplicidade nua
Como quem se esconde
Surges-me … sem eu contar
Olhei-te por entre as pétalas
E senti o teu aveludar
Tímida…querendo desabrochar
Tu… minha pequena flor amarela
Encantas-te o meu olhar
Nesse teu cheiro agridoce
Fiquei preso a ti
Nesse teu jeito cheio de esplendor
Nesse teu tom suave
Tens uma aura que ri
Que me deixou suspenso e a sonhar
E eu Fiz-te minha!!
...Pequena flor amarela...
E me deixas-te a cantar

MEU BEM MAL QUERER


( Fotografia cedida pelo Fotógrafo César Oliveira )
 
Nesse teu mal
Me perco
Nesse teu bem
Me desperto
Malmequer
Simples flor do campo
Já não sei o que faço
Bem me quer
Meu mal querer
És a flor do meu encanto
Nas tuas pétalas me embaraço
Faço de novo a conta
E me perco…
Mas eu só quero
O teu abraço

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O TEU PARTIR



( Fotografia cedida gentilmente pela Fotógrafa Maria Pinto )

Fui ao teu encontro
Subindo o mais alto degrau
Quis tocar-te…sentir-te
Estar bem junto de ti …
E quiçá tocar o céu…
E assim fiquei quieto
Vendo o teu partir
Despedi-me com um só pedido
Leva-me contigo…deixa-me descobrir
Esse teu misterioso caminho
E tu falas-te baixinho
Segredas-te ao meu ouvido
E minha Alma já sorri

domingo, 24 de fevereiro de 2013

RUMO A CASA


( Foto gentilmente cedida pelo Fotografo Abel Cunha )


Rumo a casa
Pelas estradas e caminhos
Da minha terra…e me perco
Rumo por entre o verde da erva
E o cheiro da terra lavrada
Vou de encontro á serra
Onde a minha Aldeia se encontra aninhada
Vou de “peito feito”…decidido…na viagem
Por mim decidida…Por mim desejada
Chego a casa com sentido do dever cumprido
Deixei a semente plantada


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fios de Vida


( Foto cedida pelo Fotógrafo César Oliveira )
 
 
 
( Conquistando o seu lugar )


Ondulantes …escorreitos

Nas brisas perdidas

De um misterioso olhar

Balançam refeitos

Envoltos em mistérios

Despistando aqueles

Que os querem conquistar

Fios …de vida

Guardando a semente

Que um dia os fará voltar




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Á procura do sonho


( Fotografia cedida pelo Fotógrafo Abel Cunha )
 
 
Por terras estranhas
Por estradas solitárias
Percorro os sonhos da vida
Que acalento e descubro
Para além dos montes
Das planícies
Dos moinhos de vento
Solto das pobres e vis entranhas
O amor esquecido no tempo
Ó doce e bela Dulcineia
Que caminhos percorres tu
Não me deixes assim perdido
Preso e enredado na teia
Deste meu sofrido coração
Sem ti fico perdido
Sem ti ...já não sei quem sou…
Fico assim desalentado
Agastado dentro de mim mesmo
Perdendo a razão!


Máscara de Carnaval


( Fotografia cedida pelo fotógrafo Abel Cunha )

 
Nesta máscara cheia de enredos
Quem dera fazer rir
Soltar gargalhadas
Aos sérios e amedrontados
Tornar a vida mais leve

Aos que a sofrem e penam
Sem sentirem dor ou medos
Nessa sede de a bom porto chegar
Deixem os fatos e as máscaras
Neste frio e cinzento carnaval
O povo e o mundo conquistar
Porque a vida também é feita de folia
E ninguém vai levar a mal


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SABOR A LIBERDADE


( fotografia cedida pelo Fotógrafo  Abel Cunha )


Rasgam-se os céus
De azul pintados
Nas asas de uma gaivota
Voam livre…soltas
Aos bandos
Desordenados
Cruzam nuvens feito véus
Deixando no ar…o aroma
A salinas e a mar
E uma espécie de desejo
Saborear a LIBERDADE